Caros amigos.
Este blog foi meu "lar" virtual durante quase dois anos, e vocês, leitores e amigos, foram parte de minha família virtual durante esse tempo. Não tenho como agradecer adequadamente o incentivo que me deram, dia após dia, para que eu sempre me superasse nas infromações aqui compartilhadas.
Infelizmente não continuarei com esse trabalho, em função de minhas atribuições de diretor e sócio na Moneo Métodos, Projetos e Tecnologia, que é mais que uma empresa: é também uma família para mim. Lá, no site que ajudei a remodelar, estarei periodicamente, colaborando no blog Fora da Caixa com assuntos não mais ligados a segurança, mas sim à Gestão de Projetos e mesmo com alguns devaneios ligados ao mundo dos negócios, mas de forma mais descompromissada.
Fica aqui o meu convite para que apareçam por lá, onde estamos criando um local de fomento às discussões e ao aprendizado.
Fica também o meu muito obrigado pelo carinho e pelo apoio.
E, para não perder o hábito: antivírus sempre atualizado, cuidado com onde você navega, olho aberto para o phishing, cuidado com a pirataria, com os golpes, com os hackers...
um abração a todos, e um excelente 2012.
Ruy
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Convites falsos do Google+
Muita gente que gosta de redes sociais está atrás de um convite para entrar no Google+. Quem está com pressa pode encontrar encrenca...
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Clique aqui para ler o artigo de de Fabio Assolini no blog Securelist sobre o falso convite do Google+.
Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
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Clique aqui para ler o artigo de de Fabio Assolini no blog Securelist sobre o falso convite do Google+.
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Fabio Assolini, um dos mais renomados especialistas brasileiros em segurança publicou ontem no blog Securelist um artigo interessantíssimo sobre mais um golpe dos bandidos de plantão. Dessa vez o alvo são aqueles de nós que estão ávidos por um convite para entrar no Google+, a nova rede social do Google, concorrente direta do Facebook.
O golpe, no caso aparece em português, e a linguagem utilizada (o uso do gerúndio, por exemplo) mostra que o texto foi escrito por brasileiros, e não por portugueses. Ou seja: é um golpe brazuca legítimo.
O golpe consiste em um e-mail que se faz passar por um convite para o Google+, e oferece um link para que a vítima supostamente se cadastre na rede social do Google.
Dois resultados indesejáveis são atingidos por quem clicar no link: o primeiro é a instalação de um cavalo de troia de roubo de credenciais bancarias no computador, o que por si só já é motivo para que nos mantenhamos o mais longe possível da praga; o segundo é que a vítima é levada para um formulário falso onde corre o risco de entregar seu nome e seu e-mail de bandeja para os bandidos.
O Google, é claro, não está enviando e-mails com convites para a nova rede social, e os convites foram eliminados um dia após o lançamento do Google+, em função da “demanda insana” gerada. A dica, aqui, é só levar em consideração convites recebidos de quem a gente confia, e mesmo assim, checar diretamente com a pessoa se o convite é legitimo antes de aceita-lo, uma vez que é muito, mas muito difícil mesmo que ainda haja convites circulando por aí.
O melhor mesmo aos interessados na nova rede social é aguardar e lembrar que rede social boa mesmo é aquela que a gente constrói ao vivo, num bom papo frente à frente, como se costumava fazer antes do advento da Internet. Será que alguém ainda se lembra como?
Até a próxima.
O golpe, no caso aparece em português, e a linguagem utilizada (o uso do gerúndio, por exemplo) mostra que o texto foi escrito por brasileiros, e não por portugueses. Ou seja: é um golpe brazuca legítimo.
O golpe consiste em um e-mail que se faz passar por um convite para o Google+, e oferece um link para que a vítima supostamente se cadastre na rede social do Google.
Dois resultados indesejáveis são atingidos por quem clicar no link: o primeiro é a instalação de um cavalo de troia de roubo de credenciais bancarias no computador, o que por si só já é motivo para que nos mantenhamos o mais longe possível da praga; o segundo é que a vítima é levada para um formulário falso onde corre o risco de entregar seu nome e seu e-mail de bandeja para os bandidos.
O Google, é claro, não está enviando e-mails com convites para a nova rede social, e os convites foram eliminados um dia após o lançamento do Google+, em função da “demanda insana” gerada. A dica, aqui, é só levar em consideração convites recebidos de quem a gente confia, e mesmo assim, checar diretamente com a pessoa se o convite é legitimo antes de aceita-lo, uma vez que é muito, mas muito difícil mesmo que ainda haja convites circulando por aí.
O melhor mesmo aos interessados na nova rede social é aguardar e lembrar que rede social boa mesmo é aquela que a gente constrói ao vivo, num bom papo frente à frente, como se costumava fazer antes do advento da Internet. Será que alguém ainda se lembra como?
Até a próxima.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Seu e-mail foi comprometido?
Com o crescimento explosivo dos ataques de hackers, será que seu e-mail está na lista dos que foram comprometidos?
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Clique aqui para baixar o artigo do site FileFreak em seu micro para poder carregá-lo em seu mp3-player.
Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
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Diante do aumento explosivo de invasões de hackers que vem ocorrendo nas últimas semanas e meses, o australiano Daniel Grzelak, especialista em segurança, criou uma ferramenta interessante: um site onde o usuário pode verificar se seu endereço de e-mail foi comprometido em alguma dessas invasões.
O site é o https://shouldichangemypassword.com, que em português é um jeito de perguntar se eu deveria mudar minha senha. Basta que usuário digite um endereço de e-mail para que o site verifique se este endereço, junto com a senha de entrada, foi publicado em algum momento nos últimos meses. Os sites comprometidos publicam listas com os usuários que devem trocar senhas e dados bancários, e mesmo os hackers muitas vezes publicam as listas dos comprometidos, como fazia o grupo LulzSec até a semana passada.
A ferramenta criada por Grzelak é simples e intuitiva: é só digitar o endereço de e-mail e clicar no botão de checagem. O resultado sai na hora. Também há um botão para checagem “por atacado”, em que o usuário pode checar até 10 endereços de e-mail de uma vez.
Alguém poderá desconfiar que se trata de um pequeno golpe para coletar endereços de e-mail do mundo todo, com o objetivo de enviar spam, e essa é uma preocupação válida. Chequei as credenciais de Grzelak, e me parece que são bastante legítimas: ele foi consultor de segurança em uma empresa australiana de 2004 até maio desse ano, quando resolveu iniciar seu próprio negócio; têm boa reputação como profissional de segurança, tem concedido várias entrevistas sobre sua nova iniciativa, e seu perfil profissional no LinkedIn é aberto a quem quiser ver. Em suma: não me parece ser o perfil do golpista, principalmente porque o ganho seria pífio perto da perda de reputação que um golpezinho bobo desses causaria.
Até a próxima.
O site é o https://shouldichangemypassword.com, que em português é um jeito de perguntar se eu deveria mudar minha senha. Basta que usuário digite um endereço de e-mail para que o site verifique se este endereço, junto com a senha de entrada, foi publicado em algum momento nos últimos meses. Os sites comprometidos publicam listas com os usuários que devem trocar senhas e dados bancários, e mesmo os hackers muitas vezes publicam as listas dos comprometidos, como fazia o grupo LulzSec até a semana passada.
A ferramenta criada por Grzelak é simples e intuitiva: é só digitar o endereço de e-mail e clicar no botão de checagem. O resultado sai na hora. Também há um botão para checagem “por atacado”, em que o usuário pode checar até 10 endereços de e-mail de uma vez.
Alguém poderá desconfiar que se trata de um pequeno golpe para coletar endereços de e-mail do mundo todo, com o objetivo de enviar spam, e essa é uma preocupação válida. Chequei as credenciais de Grzelak, e me parece que são bastante legítimas: ele foi consultor de segurança em uma empresa australiana de 2004 até maio desse ano, quando resolveu iniciar seu próprio negócio; têm boa reputação como profissional de segurança, tem concedido várias entrevistas sobre sua nova iniciativa, e seu perfil profissional no LinkedIn é aberto a quem quiser ver. Em suma: não me parece ser o perfil do golpista, principalmente porque o ganho seria pífio perto da perda de reputação que um golpezinho bobo desses causaria.
Até a próxima.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
O phishing de papel
Espertos com a rejeição aos e-mails de phishing, os bandidos recorrem a uma tecnologia velha: o papel.
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Recentemente recebi um aviso acerca de um golpe inusitado sendo aplicado no Brasil. Trata-se de uma variação bem interessante do velho golpe do phishing enviado por e-mail, em que os bandidos tentam levar a vítima a fornecer de bom grado suas informações. Geralmente o que os bandidos buscam são os dados bancários e de cartão de crédito da vítima. A maioria de nós já viu esses e-mails: da Receita, da Polícia Federal, de operadoras de celular, dos Correios, e por aí vai. Muitos de nós já estamos treinados a apagar essas mensagens sem dar informação nenhuma, e isso é um verdadeiro alento. Aprendemos que essas instituições não se comunicam com os usuários através de e-mail.
É, ao que parece os bandidos também aprenderam... O golpe, nesse caso, é enviado por carta comum, e não por e-mail. (Clique nas imagens nesse post para ver uma cópia escaneada da correspondência). Como chega pelo correio, aposto que vai ter um monte de gente digitando o link contido na carta e digitando seus dados bancários. Muito esperto, não?

Um pouco mais de cuidado ao avaliar a correspondência já mostra que se trata de um golpe: a URL fornecida termina em “MX”, e não em “BR”. Para quem não sabe, “MX” é domínio do México, e não tem nada a ver com o Brasil, e muito menos com a Receita Federal.
Esta carta está circulando desde Fevereiro deste ano, e pelo que pude levantar, os bandidos escolhem regiões diferentes a cada envio da correspondência. É preciso ficar esperto caso sua cidade ainda não tenha sido “contemplada” com esse golpe.
A dica aqui é aquela de sempre: em se tratando de pedidos para que forneçamos nossos dados, o melhor é confirmar via telefone com o órgão em questão se eles estão mesmo nos pedindo alguma coisa. E nada de ligar para o número fornecido pela correspondência, claro, pois pode ser exatamente isso que os bandidos queiram.
Até a próxima.
É, ao que parece os bandidos também aprenderam... O golpe, nesse caso, é enviado por carta comum, e não por e-mail. (Clique nas imagens nesse post para ver uma cópia escaneada da correspondência). Como chega pelo correio, aposto que vai ter um monte de gente digitando o link contido na carta e digitando seus dados bancários. Muito esperto, não?
Um pouco mais de cuidado ao avaliar a correspondência já mostra que se trata de um golpe: a URL fornecida termina em “MX”, e não em “BR”. Para quem não sabe, “MX” é domínio do México, e não tem nada a ver com o Brasil, e muito menos com a Receita Federal.
Esta carta está circulando desde Fevereiro deste ano, e pelo que pude levantar, os bandidos escolhem regiões diferentes a cada envio da correspondência. É preciso ficar esperto caso sua cidade ainda não tenha sido “contemplada” com esse golpe.
A dica aqui é aquela de sempre: em se tratando de pedidos para que forneçamos nossos dados, o melhor é confirmar via telefone com o órgão em questão se eles estão mesmo nos pedindo alguma coisa. E nada de ligar para o número fornecido pela correspondência, claro, pois pode ser exatamente isso que os bandidos queiram.
Até a próxima.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
O LulzSec e você
Que tipo de problemas o novo grupo de hackers LulzSec pode trazer para você? Ouça no artigo de hoje.
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Ontem, a exemplo do que têm sido as últimas duas semanas, foi um dia interessante no mundo dos hackers. O grupo que se intitula “LulzSec” promoveu sua “Titanic Takeover Tuesday”, ou “Terça Titânica de Ataques”, em tradução livre. O grupo derrubou nada menos do que cinco grandes sites, quatro deles de jogos on-line.
“Tudo bem, mas e eu com isso?” disse-me um amigo quando eu empolgadamente relatei os ataques e seus resultados. A pergunta é válida, e vale uma boa análise.
O LulzSec é um grupo novo, e seu nome significa algo na linha de “rindo alto de sua segurança”, ou “tirando sarro de sua segurança”. É um grupo diferente, pois aparentemente não tem objetivos de levar vantagem financeira com seus ataques. E por que atacam, então? Simples: para mostrar para todo mundo que a segurança de seus alvos é falha, risível até.
O grupo invade sites e publica dados de usuários, impede o acesso a sites, publica fotos e e-mails privados de executivos e usuários, e no geral está causando uma balbúrdia enorme. O objetivo é, como já disse, alertar para as falhas gritantes na segurança. E isso, que pode parecer uma má notícia (e para muita gente é), na verdade é um movimento que no médio prazo deve contribuir — e muito — para a segurança na Internet.
Tem muito tempo que consultores e especialistas gritam aos quatro ventos que a segurança na grande maioria dos casos é ruim, e a maioria das instituições só escuta quando algo errado acontece. Vários desses especialistas, aposto, estão dizendo “eu avisei” e rindo por dentro. O raciocínio dos administradores para justificar sua inércia é mais ou menos assim: com são centenas de milhões de sites no mundo todo, a probabilidade de algo acontecer com o meu site especificamente é baixa, e portanto eu não me mexo (ou me mexo só o suficiente para dormir tranquilo à noite). Só que aí vem um grupo de hackers atacando a torto e a direito, causando problemas em dezenas de sites em alguns poucos dias, e prometendo mais e mais, apesar de estarem sendo caçados pelas autoridades internacionais. Melhor eu me mexer, não? Até porque, aposto que os hackers do LuzSec vão servir de “modelo” para vários outros grupos de hackers, que vão querer participar da festa, multiplicando os ataques. Esse raciocínio, aliás, são favas contadas, bastando para isso que o grupo se mantenha livre das autoridades por mais algumas semanas. Com a possibilidade de ataques crescendo algumas ordens de grandeza, bastante gente vai começar a repensar a segurança do ambiente e dos dados que oferece na Internet. E isso é uma boa notícia, mesmo que vindo de um grupo essencialmente formado por foras da lei.
O usuário doméstico não fica livre dos efeitos desses ataques. O usuário corporativo também não, aliás. No ataques à Sony, por exemplo, dados de um milhão de usuários do serviço foram publicados para quem tivesse paciência de baixa-los. Nos ataques de ontem, outros tantos milhões de jogadores on-line ficaram sem acesso aos seus jogos, e mesmo assim deveriam se dar por felizes, pois o grupo só parou os sites, quando poderia tê-los invadido e publicado dados privados de um contingente enorme de usuários. “E eu com isso?” Eu “um monte” com isso.
E que providências podemos tomar, como usuários domésticos? Poucas. Podemos (e devemos, se tivermos tempo e paciência) escrever algumas mensagens para nossos serviços on-line expressando nossa preocupação. Sei que esse tipo de engajamento não é lá muito o perfil do usuário brasileiro, mas creio que é só assim, reclamando (a exemplo do que fazemos no PROCON quando nos sentimos lesados) que poderemos contribuir para as mudanças necessárias nos nossos provedores de serviço.
No mais, é rir com o grupo, à medida que assistimos enquanto trazem um pouco de caos à Internet, caos esse que resulta do desrespeito à segurança que muita gente demonstra dia sim, outro também.
Até a próxima.
“Tudo bem, mas e eu com isso?” disse-me um amigo quando eu empolgadamente relatei os ataques e seus resultados. A pergunta é válida, e vale uma boa análise.
O LulzSec é um grupo novo, e seu nome significa algo na linha de “rindo alto de sua segurança”, ou “tirando sarro de sua segurança”. É um grupo diferente, pois aparentemente não tem objetivos de levar vantagem financeira com seus ataques. E por que atacam, então? Simples: para mostrar para todo mundo que a segurança de seus alvos é falha, risível até.
O grupo invade sites e publica dados de usuários, impede o acesso a sites, publica fotos e e-mails privados de executivos e usuários, e no geral está causando uma balbúrdia enorme. O objetivo é, como já disse, alertar para as falhas gritantes na segurança. E isso, que pode parecer uma má notícia (e para muita gente é), na verdade é um movimento que no médio prazo deve contribuir — e muito — para a segurança na Internet.
Tem muito tempo que consultores e especialistas gritam aos quatro ventos que a segurança na grande maioria dos casos é ruim, e a maioria das instituições só escuta quando algo errado acontece. Vários desses especialistas, aposto, estão dizendo “eu avisei” e rindo por dentro. O raciocínio dos administradores para justificar sua inércia é mais ou menos assim: com são centenas de milhões de sites no mundo todo, a probabilidade de algo acontecer com o meu site especificamente é baixa, e portanto eu não me mexo (ou me mexo só o suficiente para dormir tranquilo à noite). Só que aí vem um grupo de hackers atacando a torto e a direito, causando problemas em dezenas de sites em alguns poucos dias, e prometendo mais e mais, apesar de estarem sendo caçados pelas autoridades internacionais. Melhor eu me mexer, não? Até porque, aposto que os hackers do LuzSec vão servir de “modelo” para vários outros grupos de hackers, que vão querer participar da festa, multiplicando os ataques. Esse raciocínio, aliás, são favas contadas, bastando para isso que o grupo se mantenha livre das autoridades por mais algumas semanas. Com a possibilidade de ataques crescendo algumas ordens de grandeza, bastante gente vai começar a repensar a segurança do ambiente e dos dados que oferece na Internet. E isso é uma boa notícia, mesmo que vindo de um grupo essencialmente formado por foras da lei.
O usuário doméstico não fica livre dos efeitos desses ataques. O usuário corporativo também não, aliás. No ataques à Sony, por exemplo, dados de um milhão de usuários do serviço foram publicados para quem tivesse paciência de baixa-los. Nos ataques de ontem, outros tantos milhões de jogadores on-line ficaram sem acesso aos seus jogos, e mesmo assim deveriam se dar por felizes, pois o grupo só parou os sites, quando poderia tê-los invadido e publicado dados privados de um contingente enorme de usuários. “E eu com isso?” Eu “um monte” com isso.
E que providências podemos tomar, como usuários domésticos? Poucas. Podemos (e devemos, se tivermos tempo e paciência) escrever algumas mensagens para nossos serviços on-line expressando nossa preocupação. Sei que esse tipo de engajamento não é lá muito o perfil do usuário brasileiro, mas creio que é só assim, reclamando (a exemplo do que fazemos no PROCON quando nos sentimos lesados) que poderemos contribuir para as mudanças necessárias nos nossos provedores de serviço.
No mais, é rir com o grupo, à medida que assistimos enquanto trazem um pouco de caos à Internet, caos esse que resulta do desrespeito à segurança que muita gente demonstra dia sim, outro também.
Até a próxima.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Alguns aplicativos úteis de segurança
Alguns aplicativos gratuitos para melhorar a segurança de seu notebook. Ouça no artigo de hoje.
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Clique aqui para baixar o artigo do site FileFreak em seu micro para poder carregá-lo em seu mp3-player.
Clique aqui para ler o artigo da PC World com recomendações de 29 aplicativos úteis para o seu notebook.
Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
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Clique aqui para ler o artigo da PC World com recomendações de 29 aplicativos úteis para o seu notebook.
Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
O site da revista PC World publicou recentemente um artigo com 29 aplicativos úteis para notebooks, e a lista contempla vários pequenos programas de segurança que de fato são bastante úteis para usuários de notebooks baseados em Windows.
Já tive experiência própria com 3 deles, e posso recomendá-los pessoalmente:
O primeiro é o TrueCrypt, um aplicativo para criptografar discos ou partições de um disco que é a salvação da lavoura em caso de perda ou roubo de seu notebook, Já falei sobre o TrueCrypt aqui no 5 Minutos de Segurança, no artigo Exemplo de boa criptografia. Para lembrar, o FBI desistiu de tentar decifrar dois terabytes de dados confiscados em computadores de Daniel Dantas, do Opportunity, dados esses criptografados com o TrueCrypt. Acho que isso fala por si só. Com nossos notebooks sendo alvo constante de ladrões, vale a pena usar uma ferramenta que de fato nos proteja em caso de perda do precioso hardware.
O segundo é o Hotspot Shield, um aplicativo também gratuito (mas “movido a anúncios”) que protege a comunicação em caso de estarmos ligados a alguma rede pública, em um shopping center ou um aeroporto, por exemplo. Vulnerabilidades tais como o Firesheep podem ser usadas para capturar o fluxo de comunicações em redes abertas, e o Hotspot Shield criptografa o fluxo de dados, impedindo que seja lido pelos espertinhos de plantão. Sugiro que os usuários que queiram instalá-lo declinem da instalação dos toolbars oferecidos, pois nada adicionam à aplicação, e também prestem atenção senão a aplicação muda sua página inicial no navegador e a máquina de busca padrão. Fora esses cuidados iniciais na instalação, o aplicativo é simples, robusto e não fica no caminho.
O terceiro é o Comodo, um firewall pessoal de uso geral que impede acessos externos ao computador. É um aplicativo também de simples instalação, e também transparente na hora do uso. No ranking de firewalls o Comodo ocupa uma posição superior ao firewall da Microsoft, que já vem de fábrica em notebooks rodando Windows. E para quem também está pensando em trocar de antivírus, a Comodo oferece um “combo”, empacotando firewall e antivírus junto.
Alguns dos demais aplicativos de segurança parecem bacanas, e certamente pretendo testar uns dois ou três. Penso que valha a pena a todos nós pelo menos nos inteirarmos sobre essas aplicações.
Mudando de assunto, o trabalho está um absurdo em termos de volume. Ser empresário e por uma empresa em pé não é fácil, ainda que meu sócio esteja carregando mais da metade do piano (bem mais, aliás). Em função disso, vou ter que dar uma maneirada por aqui, o que já pode ser visto na falta de um artigo na segunda-feira. Paciência. De agora em diante, só vou atualizar o blog esporadicamente, pelo menos até a coisa ficar menos “violenta”. Bom, aqui tem material de segurança “para mais de metro”, e continuarei a responder perguntas, quando vierem. Meu e-mail de contato é ruy[PONTO]flavio[ARROBA]gmail[PONTO]com.
Até a próxima, seja lá quando for.
Já tive experiência própria com 3 deles, e posso recomendá-los pessoalmente:
O primeiro é o TrueCrypt, um aplicativo para criptografar discos ou partições de um disco que é a salvação da lavoura em caso de perda ou roubo de seu notebook, Já falei sobre o TrueCrypt aqui no 5 Minutos de Segurança, no artigo Exemplo de boa criptografia. Para lembrar, o FBI desistiu de tentar decifrar dois terabytes de dados confiscados em computadores de Daniel Dantas, do Opportunity, dados esses criptografados com o TrueCrypt. Acho que isso fala por si só. Com nossos notebooks sendo alvo constante de ladrões, vale a pena usar uma ferramenta que de fato nos proteja em caso de perda do precioso hardware.
O segundo é o Hotspot Shield, um aplicativo também gratuito (mas “movido a anúncios”) que protege a comunicação em caso de estarmos ligados a alguma rede pública, em um shopping center ou um aeroporto, por exemplo. Vulnerabilidades tais como o Firesheep podem ser usadas para capturar o fluxo de comunicações em redes abertas, e o Hotspot Shield criptografa o fluxo de dados, impedindo que seja lido pelos espertinhos de plantão. Sugiro que os usuários que queiram instalá-lo declinem da instalação dos toolbars oferecidos, pois nada adicionam à aplicação, e também prestem atenção senão a aplicação muda sua página inicial no navegador e a máquina de busca padrão. Fora esses cuidados iniciais na instalação, o aplicativo é simples, robusto e não fica no caminho.
O terceiro é o Comodo, um firewall pessoal de uso geral que impede acessos externos ao computador. É um aplicativo também de simples instalação, e também transparente na hora do uso. No ranking de firewalls o Comodo ocupa uma posição superior ao firewall da Microsoft, que já vem de fábrica em notebooks rodando Windows. E para quem também está pensando em trocar de antivírus, a Comodo oferece um “combo”, empacotando firewall e antivírus junto.
Alguns dos demais aplicativos de segurança parecem bacanas, e certamente pretendo testar uns dois ou três. Penso que valha a pena a todos nós pelo menos nos inteirarmos sobre essas aplicações.
Mudando de assunto, o trabalho está um absurdo em termos de volume. Ser empresário e por uma empresa em pé não é fácil, ainda que meu sócio esteja carregando mais da metade do piano (bem mais, aliás). Em função disso, vou ter que dar uma maneirada por aqui, o que já pode ser visto na falta de um artigo na segunda-feira. Paciência. De agora em diante, só vou atualizar o blog esporadicamente, pelo menos até a coisa ficar menos “violenta”. Bom, aqui tem material de segurança “para mais de metro”, e continuarei a responder perguntas, quando vierem. Meu e-mail de contato é ruy[PONTO]flavio[ARROBA]gmail[PONTO]com.
Até a próxima, seja lá quando for.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Macs: a hora da onça beber água
Será que precisamos mesmo de antivírus no Mac? E se precisamos, será que é suficiente? Ouça no artigo de hoje.
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Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
O ouvinte Mauro pergunta:
“Tenho um Mac e nunca me preocupei com segurança. Agora estou ouvindo falar que tem vírus aparecendo para essa plataforma, mas não vi nada de errado com minha máquina ainda. O site da Apple continua afirmando que os Macs não sofrem com a praga dos vírus. Será que vou ter que colocar antivírus no meu computador, ou continuo confiando na Apple?”
Pois é, Mauro, tem também um monte de políticos por aí jurando “honestidade impávida”, mesmo diante de condenações na justiça. Será que devemos confiar em suas afirmações? Não que a Apple esteja deliberadamente tentando prejudicar e enganar seus clientes, mas o fato é que marketing é uma coisa, e a realidade é outra.
O mercado de computadores pessoais já tem os Macs com quase 10% de participação, à frente (bem à frente, aliás) dos computadores que rodam Linux, e esse percentual já é bem interessante para os bandidos de plantão. Um agravante para essa estatística é que o preço dos Macs é bem mais “salgado” que os preços de PCs baseados em Windows, o que denota que esses 10% de usuários tem melhores condições econômicas, fazendo-os alvos ainda mais apetitosos para os bandidos. É claro que uma hora ou outra eles iriam acordar, não é verdade?
Fora a meia dúzia de gatos pingados de códigos maliciosos mirando os Macs que têm surgido nos últimos anos, as últimas duas semanas trouxeram uma nova ameaça que está causando um enorme burburinho: o MacDefender. Trata-se de um falso antivírus clássico, daqueles que surgem aos montes nos PCs, e que os usuários já estão treinados a identificar e ignorar. Mas nos Macs, justamente porque vírus são coisas exóticas, o estrago está sendo enorme.
E sabe por que, Mauro? Justamente por causa da atitude dos usuários de Mac, atitude essa que espelha a sua quando diz: “Tenho um Mac e nunca me preocupei com segurança.” Em suma, a pseudo-sensação de segurança que os usuários de Mac tiram do histórico desta plataforma os tem deixado cegos para o baita problema que segurança hoje é para todos os usuários de todas as plataformas do mundo todo. Usuários de Mac e de outras plataformas menos comuns que o Windows estão francamente atrasados na atitude que deveriam ter para com as tecnologias digitais.
E o que venho dizendo há quase dois anos neste blog? que segurança não se tira de ferramentas tecnológicas (tais como antivírus e firewalls), mas sim de um preparo pessoal, de uma preocupação constante e de um conhecimento construído ao longo do tempo sobre as ameaças e problemas potenciais.
Se você, Mauro, adotar uma ferramenta de antivírus para seu Mac (o que, aliás, você deveria fazer, sim), só vai estar resolvendo uma pequena parte do problema. É equivalente a tomar algumas gotas de Novalgina quando se está com febre: combate o sintoma imediato, mas não atua sobre a causa. Adote, claro, um antivírus, que é tão importante em Macs quanto em máquinas Windows, Mauro, mas não pare por aí. Vá estudar sobre segurança, vá se preparar para os problemas que fatalmente vão surgir em Macs daqui para frente, vá desenvolver um cuidado com seus hábitos de navegação, vá entender como se dão as invasões e os ataques. Vá, enfim, Mauro, se preparar adequadamente. Senão, você corre o risco de entrar nas mesmas frias antigas que os usuários de Windows estão aprendendo a evitar há muito tempo.
Até a próxima.
“Tenho um Mac e nunca me preocupei com segurança. Agora estou ouvindo falar que tem vírus aparecendo para essa plataforma, mas não vi nada de errado com minha máquina ainda. O site da Apple continua afirmando que os Macs não sofrem com a praga dos vírus. Será que vou ter que colocar antivírus no meu computador, ou continuo confiando na Apple?”
Pois é, Mauro, tem também um monte de políticos por aí jurando “honestidade impávida”, mesmo diante de condenações na justiça. Será que devemos confiar em suas afirmações? Não que a Apple esteja deliberadamente tentando prejudicar e enganar seus clientes, mas o fato é que marketing é uma coisa, e a realidade é outra.
O mercado de computadores pessoais já tem os Macs com quase 10% de participação, à frente (bem à frente, aliás) dos computadores que rodam Linux, e esse percentual já é bem interessante para os bandidos de plantão. Um agravante para essa estatística é que o preço dos Macs é bem mais “salgado” que os preços de PCs baseados em Windows, o que denota que esses 10% de usuários tem melhores condições econômicas, fazendo-os alvos ainda mais apetitosos para os bandidos. É claro que uma hora ou outra eles iriam acordar, não é verdade?
Fora a meia dúzia de gatos pingados de códigos maliciosos mirando os Macs que têm surgido nos últimos anos, as últimas duas semanas trouxeram uma nova ameaça que está causando um enorme burburinho: o MacDefender. Trata-se de um falso antivírus clássico, daqueles que surgem aos montes nos PCs, e que os usuários já estão treinados a identificar e ignorar. Mas nos Macs, justamente porque vírus são coisas exóticas, o estrago está sendo enorme.
E sabe por que, Mauro? Justamente por causa da atitude dos usuários de Mac, atitude essa que espelha a sua quando diz: “Tenho um Mac e nunca me preocupei com segurança.” Em suma, a pseudo-sensação de segurança que os usuários de Mac tiram do histórico desta plataforma os tem deixado cegos para o baita problema que segurança hoje é para todos os usuários de todas as plataformas do mundo todo. Usuários de Mac e de outras plataformas menos comuns que o Windows estão francamente atrasados na atitude que deveriam ter para com as tecnologias digitais.
E o que venho dizendo há quase dois anos neste blog? que segurança não se tira de ferramentas tecnológicas (tais como antivírus e firewalls), mas sim de um preparo pessoal, de uma preocupação constante e de um conhecimento construído ao longo do tempo sobre as ameaças e problemas potenciais.
Se você, Mauro, adotar uma ferramenta de antivírus para seu Mac (o que, aliás, você deveria fazer, sim), só vai estar resolvendo uma pequena parte do problema. É equivalente a tomar algumas gotas de Novalgina quando se está com febre: combate o sintoma imediato, mas não atua sobre a causa. Adote, claro, um antivírus, que é tão importante em Macs quanto em máquinas Windows, Mauro, mas não pare por aí. Vá estudar sobre segurança, vá se preparar para os problemas que fatalmente vão surgir em Macs daqui para frente, vá desenvolver um cuidado com seus hábitos de navegação, vá entender como se dão as invasões e os ataques. Vá, enfim, Mauro, se preparar adequadamente. Senão, você corre o risco de entrar nas mesmas frias antigas que os usuários de Windows estão aprendendo a evitar há muito tempo.
Até a próxima.
terça-feira, 31 de maio de 2011
A pergunta secreta
Para que serve a tal “pergunta secreta” quando nos cadastramos em algum serviço Web? Ouça no artigo de hoje.
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Clique aqui para baixar o artigo do site FileFreak em seu micro para poder carregá-lo em seu mp3-player.
Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
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Um ouvinte que não se identifica pergunta:
“Em alguns sites que me cadastro tem uma tal de pergunta secreta, que tenho que escolher e dar a resposta. Tem sempre coisas como qual o nome do meu bicho de estimação ou o nome de solteiro da minha mãe, e eu tenho que dar uma resposta escrita. Para que serve isso? Eles estão coletando informações indevidas sobre mim?”
A pergunta é interessante e bem pertinente, mas não se trata do que você está pensando. Muito bom, aliás, que você se preocupe com esta questão de privacidade, viu... Em primeiro lugar, fique tranquilo: o objetivo destas questões não é coletar informações a seu respeito, mas sim facilitar sua vida no caso de você perder a senha de acesso ao site.
Funciona assim: caso você um dia se esqueça da senha no site que te pediu para criar uma pergunta e uma resposta, ambas secretas, esse site vai te fazer a pergunta escolhida. Se você der a resposta certa para a pergunta — aquela resposta que você determinou durante o processo de cadastro — o site te deixa escolher uma nova senha. As respostas escolhidas só são usadas para isso, e se você ainda estiver desconfiado, nada te impede de escolher uma resposta “nada a ver” com a pergunta, desde que você se lembre na hora H.
Eu uso a seguinte estratégia para as perguntas e respostas secretas: escolho sempre uma pergunta diferente, e minha resposta é sempre a mesma. Isso poderia ser um risco para minha segurança, pois se algum espertinho deduzisse minha resposta única, teria acesso a todas as minhas contas em sites na Web. Minha estratégia para evitar essa possibilidade é usar uma resposta impossível de ser deduzida. Uso como resposta uma frase comprida, complexa, que eu mesmo criei, e que eu nunca escrevi. Desta forma garanto que a mesma não será deduzida por algum bandido que queira acessar minhas contas.
Em suma, caro ouvinte anônimo, fique tranquilo. As perguntas e respostas secretas jogam a seu favor, e se forem usadas com cuidado, são um baita facilitador em tempos de inúmeros sites, inúmeros logins e inúmeras senhas.
Perdão pelo atraso no post. A vida de blogueiro já não era fácil. Quando vira uma vida de empresário e blogueiro, então, aí fica mais difícil ainda.
Até a próxima.
“Em alguns sites que me cadastro tem uma tal de pergunta secreta, que tenho que escolher e dar a resposta. Tem sempre coisas como qual o nome do meu bicho de estimação ou o nome de solteiro da minha mãe, e eu tenho que dar uma resposta escrita. Para que serve isso? Eles estão coletando informações indevidas sobre mim?”
A pergunta é interessante e bem pertinente, mas não se trata do que você está pensando. Muito bom, aliás, que você se preocupe com esta questão de privacidade, viu... Em primeiro lugar, fique tranquilo: o objetivo destas questões não é coletar informações a seu respeito, mas sim facilitar sua vida no caso de você perder a senha de acesso ao site.
Funciona assim: caso você um dia se esqueça da senha no site que te pediu para criar uma pergunta e uma resposta, ambas secretas, esse site vai te fazer a pergunta escolhida. Se você der a resposta certa para a pergunta — aquela resposta que você determinou durante o processo de cadastro — o site te deixa escolher uma nova senha. As respostas escolhidas só são usadas para isso, e se você ainda estiver desconfiado, nada te impede de escolher uma resposta “nada a ver” com a pergunta, desde que você se lembre na hora H.
Eu uso a seguinte estratégia para as perguntas e respostas secretas: escolho sempre uma pergunta diferente, e minha resposta é sempre a mesma. Isso poderia ser um risco para minha segurança, pois se algum espertinho deduzisse minha resposta única, teria acesso a todas as minhas contas em sites na Web. Minha estratégia para evitar essa possibilidade é usar uma resposta impossível de ser deduzida. Uso como resposta uma frase comprida, complexa, que eu mesmo criei, e que eu nunca escrevi. Desta forma garanto que a mesma não será deduzida por algum bandido que queira acessar minhas contas.
Em suma, caro ouvinte anônimo, fique tranquilo. As perguntas e respostas secretas jogam a seu favor, e se forem usadas com cuidado, são um baita facilitador em tempos de inúmeros sites, inúmeros logins e inúmeras senhas.
Perdão pelo atraso no post. A vida de blogueiro já não era fácil. Quando vira uma vida de empresário e blogueiro, então, aí fica mais difícil ainda.
Até a próxima.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Spam em baixa, atenção em alta
Um relatório da Avira mostra que o spam está em baixa, o que significa que precisamos manter a atenção em alta. Ouça no artigo de hoje.
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Clique aqui para baixar o artigo do site FileFreak em seu micro para poder carregá-lo em seu mp3-player.
Clique aqui para ler um artigo no site Help Net Security sobre a situação atual do spam na Internet.
Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
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A Avira publicou recentemente o resultado de uma pesquisa sobre spam, entre usuários. Os resultados são alentadores, e mostram que esse velho problema está sendo controlado de forma eficiente, causando cada vez menos problemas entre os usuários.
Um dado interessante sobre spam é o seguinte: de acordo com o grupo de trabalho anti-abuso de mensagens, o MAWG, entre 88% e 92% dos e-mails em circulação na Internet são spam. O fato de que bem menos de 9 a cada 10 mensagens que chegam a sua caixa de entrada são spam, atesta a qualidade dos filtros e mecanismos que tentam erradicar essa praga.
A pesquisa da Avira informa que dos 55% dos usuários que adotam ferramentas de anti-spam, 45% estão satisfeitos, e apenas 10% estão insatisfeitos. Dos 45% dos que não usam, 19% afirmam depender das ferramentas disponibilizadas pelos provedores de serviço de e-mail.
Eu, particularmente, me encaixo nesses últimos 19%, e confesso que não vejo spam como um problema em minha vida. Meu provedor de e-mail profissional faz um excelente serviço em bloquear spam, e nunca tive um caso em que perdi uma mensagem importante em função dessa filtragem. Já no plano pessoal, uso o Gmail, que também faz um excelente serviço em bloquear spam, dando-nos inclusive a oportunidade de classificar mensagens que chegam como sendo spam, o que evita a chegada de mais mensagens do mesmo remetente no futuro. Em dias ruins recebo 3 mensagens de spam no Gmail, e não passa disso.
Outro dado da pesquisa mostra que 72% dos usuários pesquisados recebem 10 mensagens ou menos de spam por dia, o que parece ser um número bem razoável. E o que mostra que as soluções estão funcionando.
Essa guerra, claro, está longe de terminar. Os spammers sempre acham novas formas de divulgar seu lixo, e mantermo-nos atentos é fundamental para evitar que o problema volte a se agravar.
Nesse sentido, as dicas são: não clicar em nada que venha de spam, não responder a spam de jeito nenhum (nem para pedir o descadastramento), não comprar nada oferecido via spam, e tomar muito cuidado com os serviços e sites onde nos cadastramos. Eu sugiro fortemente termos um endereço de e-mail descartável para nos cadastrarmos em sites na Web, pois assim se esse cadastro gerar spam no futuro, o lixo vai para o endereço descartável, e não para nossa caixa de entrada.
Até a próxima.
Um dado interessante sobre spam é o seguinte: de acordo com o grupo de trabalho anti-abuso de mensagens, o MAWG, entre 88% e 92% dos e-mails em circulação na Internet são spam. O fato de que bem menos de 9 a cada 10 mensagens que chegam a sua caixa de entrada são spam, atesta a qualidade dos filtros e mecanismos que tentam erradicar essa praga.
A pesquisa da Avira informa que dos 55% dos usuários que adotam ferramentas de anti-spam, 45% estão satisfeitos, e apenas 10% estão insatisfeitos. Dos 45% dos que não usam, 19% afirmam depender das ferramentas disponibilizadas pelos provedores de serviço de e-mail.
Eu, particularmente, me encaixo nesses últimos 19%, e confesso que não vejo spam como um problema em minha vida. Meu provedor de e-mail profissional faz um excelente serviço em bloquear spam, e nunca tive um caso em que perdi uma mensagem importante em função dessa filtragem. Já no plano pessoal, uso o Gmail, que também faz um excelente serviço em bloquear spam, dando-nos inclusive a oportunidade de classificar mensagens que chegam como sendo spam, o que evita a chegada de mais mensagens do mesmo remetente no futuro. Em dias ruins recebo 3 mensagens de spam no Gmail, e não passa disso.
Outro dado da pesquisa mostra que 72% dos usuários pesquisados recebem 10 mensagens ou menos de spam por dia, o que parece ser um número bem razoável. E o que mostra que as soluções estão funcionando.
Essa guerra, claro, está longe de terminar. Os spammers sempre acham novas formas de divulgar seu lixo, e mantermo-nos atentos é fundamental para evitar que o problema volte a se agravar.
Nesse sentido, as dicas são: não clicar em nada que venha de spam, não responder a spam de jeito nenhum (nem para pedir o descadastramento), não comprar nada oferecido via spam, e tomar muito cuidado com os serviços e sites onde nos cadastramos. Eu sugiro fortemente termos um endereço de e-mail descartável para nos cadastrarmos em sites na Web, pois assim se esse cadastro gerar spam no futuro, o lixo vai para o endereço descartável, e não para nossa caixa de entrada.
Até a próxima.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Três regras simples
Um dos mais renomados jornalistas cobrindo o cenário de segurança da informação oferece três regras básicas para que nos mantenhamos seguros on-line. Ouça no artigo de hoje.
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Clique aqui para baixar o artigo do site FileFreak em seu micro para poder carregá-lo em seu mp3-player.
Clique aqui para ler o artigo de Brian Krebs em que ele propõe as três regras básicas de segurança.
Clique aqui para ler um artigo no Digital Journal sobre a falsa atualização de segurança da Microsoft.
Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
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Clique aqui para ler o artigo de Brian Krebs em que ele propõe as três regras básicas de segurança.
Clique aqui para ler um artigo no Digital Journal sobre a falsa atualização de segurança da Microsoft.
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O jornalista Brian Krebs publicou recentemente uma lista com três pequenas regras que nos ajudam a manter a maioria das ameaças longe de nossas máquinas. A lista é simples, elegante e a meu ver brutalmente eficaz. Vamos a ela:
A primeira regra de Krebs é: “se você não estava procurando, não instale.”
É impressionante a quantidade de e-mails, links, janelas de pop-up, sites, etc. que tentam nos enganar, propondo-nos a instalação desse ou daquele aplicativo cujo suposto objetivo é melhorar o desempenho da máquina, realizar alguma tarefa interessante, ou mesmo “proteger” nosso computador. Balela pura, na vasta maioria dos casos. A regra de Krebs, quando seguida à risca já evita todos esses tipos de golpe e mais alguns. Lembram dos artigos passados do 5 Minutos de Segurança em que comentei acerca dos falsos filmes piratas baixados da Internet que exigem um “player” especial? Pois é: você não estava procurando por esse player, e se instalar, vai entrar em fria. Outra: hoje mesmo o Digital Journal publica uma matéria em que um falso e-mail da Microsoft está circulando, tentando fazer com que os usuários instalem uma suposta atualização de segurança que vai do Windows 98 até o Windows 7. Até parece. Até parece que a Microsoft vai mandar e-mail avisando sobre atualizações de segurança. Até parece que uma atualização de segurança vai se preocupar com o Windows 98, um sistema operacional para o qual a Microsoft não oferece mais suporte desde 2006. Agora, se você estava procurando pelo software, certifique-se de que o está buscando na fonte oficial (o site do fabricante, na maioria dos casos), e que a cópia é legalizada, claro.
A segunda regra de Krebs é: “se você instalou, atualize.”
Vivo repetindo aqui que as atualizações de software são uma forma bem eficaz de evitar invasões e vírus, e já sugeri várias vezes a adoção de soluções gratuitas tais como o Secunia PSI para nos avisar quais aplicativos em nosso computador precisam de atualização. Usuários de Mac já têm no Software Update a ferramenta adequada para esse propósito. O fato é que inúmeras são as vulnerabilidades que podem ser facilmente evitadas se mantivermos nossos sistemas operacionais e nossos aplicativos atualizados, pois os bandidos investem boa parte de seu tempo buscando por essas vulnerabilidades, e os fabricantes pacientemente vão corrigindo os erros encontrados. Se não atualizamos regularmente nossos aplicativos e sistemas operacionais, deixamos portas abertas para os bandidos e para os códigos maliciosos. Simples assim.
A terceira regra de Krebs é: “se você não precisa mais, apague.”
Essa regra, quando seguida adequadamente, além de contribuir para a segurança de nosso computador, mantém o desempenho em dia também. Os fabricantes empacotam todo tipo de porcaria nas máquinas que compramos, a maioria delas sendo inútil em nosso dia-a-dia. Além disso, ao longo da vida útil da máquina, instalamos vários aplicativos, grandes e pequenos, úteis e inúteis na máquina. Deixá-los lá significa desperdiçar recursos, além de adicionar aos aplicativos que deveríamos atualizar periodicamente. Com os aplicativos inúteis fora da máquina, ganhamos em desempenho e nos livramos de potenciais pontos de invasão. Outra dica interessante é verificarmos de tempos em tempos quais aplicativos são inicializados quando ligamos o computador. O HijackThis é uma ferramenta gratuita da TrendMicro que nos mostra exatamente isso: quais aplicativos são inicializados quando ligamos o computador. Como esses aplicativos consomem memória e processamento, mesmo que não os estejamos usando, é altamente recomendável desativarmos a inicialização daqueles de que não precisamos mais. Obviamente devemos entender o propósito de cada um antes de sairmos desinstalando, não é verdade?
A lista de Krebs é muito útil e de uma simplicidade notável. Entendo que o jornalista tenha focado nos aplicativos da máquina, mas eu adicionaria mais uma sugestão: eliminar o privilégio de administrador no uso diário da máquina. Dessa forma, se algum código malicioso nos escapa, ficaremos sabendo que o mesmo está tentando se instalar, o que nos dá a oportunidade necessária para reagir e impedir a ação indesejada.
Até a próxima.
A primeira regra de Krebs é: “se você não estava procurando, não instale.”
É impressionante a quantidade de e-mails, links, janelas de pop-up, sites, etc. que tentam nos enganar, propondo-nos a instalação desse ou daquele aplicativo cujo suposto objetivo é melhorar o desempenho da máquina, realizar alguma tarefa interessante, ou mesmo “proteger” nosso computador. Balela pura, na vasta maioria dos casos. A regra de Krebs, quando seguida à risca já evita todos esses tipos de golpe e mais alguns. Lembram dos artigos passados do 5 Minutos de Segurança em que comentei acerca dos falsos filmes piratas baixados da Internet que exigem um “player” especial? Pois é: você não estava procurando por esse player, e se instalar, vai entrar em fria. Outra: hoje mesmo o Digital Journal publica uma matéria em que um falso e-mail da Microsoft está circulando, tentando fazer com que os usuários instalem uma suposta atualização de segurança que vai do Windows 98 até o Windows 7. Até parece. Até parece que a Microsoft vai mandar e-mail avisando sobre atualizações de segurança. Até parece que uma atualização de segurança vai se preocupar com o Windows 98, um sistema operacional para o qual a Microsoft não oferece mais suporte desde 2006. Agora, se você estava procurando pelo software, certifique-se de que o está buscando na fonte oficial (o site do fabricante, na maioria dos casos), e que a cópia é legalizada, claro.
A segunda regra de Krebs é: “se você instalou, atualize.”
Vivo repetindo aqui que as atualizações de software são uma forma bem eficaz de evitar invasões e vírus, e já sugeri várias vezes a adoção de soluções gratuitas tais como o Secunia PSI para nos avisar quais aplicativos em nosso computador precisam de atualização. Usuários de Mac já têm no Software Update a ferramenta adequada para esse propósito. O fato é que inúmeras são as vulnerabilidades que podem ser facilmente evitadas se mantivermos nossos sistemas operacionais e nossos aplicativos atualizados, pois os bandidos investem boa parte de seu tempo buscando por essas vulnerabilidades, e os fabricantes pacientemente vão corrigindo os erros encontrados. Se não atualizamos regularmente nossos aplicativos e sistemas operacionais, deixamos portas abertas para os bandidos e para os códigos maliciosos. Simples assim.
A terceira regra de Krebs é: “se você não precisa mais, apague.”
Essa regra, quando seguida adequadamente, além de contribuir para a segurança de nosso computador, mantém o desempenho em dia também. Os fabricantes empacotam todo tipo de porcaria nas máquinas que compramos, a maioria delas sendo inútil em nosso dia-a-dia. Além disso, ao longo da vida útil da máquina, instalamos vários aplicativos, grandes e pequenos, úteis e inúteis na máquina. Deixá-los lá significa desperdiçar recursos, além de adicionar aos aplicativos que deveríamos atualizar periodicamente. Com os aplicativos inúteis fora da máquina, ganhamos em desempenho e nos livramos de potenciais pontos de invasão. Outra dica interessante é verificarmos de tempos em tempos quais aplicativos são inicializados quando ligamos o computador. O HijackThis é uma ferramenta gratuita da TrendMicro que nos mostra exatamente isso: quais aplicativos são inicializados quando ligamos o computador. Como esses aplicativos consomem memória e processamento, mesmo que não os estejamos usando, é altamente recomendável desativarmos a inicialização daqueles de que não precisamos mais. Obviamente devemos entender o propósito de cada um antes de sairmos desinstalando, não é verdade?
A lista de Krebs é muito útil e de uma simplicidade notável. Entendo que o jornalista tenha focado nos aplicativos da máquina, mas eu adicionaria mais uma sugestão: eliminar o privilégio de administrador no uso diário da máquina. Dessa forma, se algum código malicioso nos escapa, ficaremos sabendo que o mesmo está tentando se instalar, o que nos dá a oportunidade necessária para reagir e impedir a ação indesejada.
Até a próxima.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Ops...
Hoje não teremos artigo em função de um (tomara que pequeno) "incêndio" profissional a apagar.
Nos vemos na segunda-feira.
Nos vemos na segunda-feira.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Uma boa notícia, finalmente.
O percentual de usuários que fazem backup está subindo. E já não era sem tempo.
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Clique aqui para baixar o artigo do site FileFreak em seu micro para poder carregá-lo em seu mp3-player.
Clique aqui para ler um artigo no blog da F-Secure sobre o crescimento do percentual de usuários que fazem backup regularmente.
Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
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Clique aqui para ler um artigo no blog da F-Secure sobre o crescimento do percentual de usuários que fazem backup regularmente.
Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
Em uma recente pesquisa a F-Secure chegou a uma conclusão interessante e importante para os usuários domésticos: o percentual de usuários fazendo backup de seus arquivos importantes está em alta. Em 2009 a empresa conduziu uma pesquisa a respeito e descobriu que apenas 44% dos usuários se preocupavam em fazer backups regulares. Na nova pesquisa a F-Secure concluiu que esse número está atualmente em 86%.
Razões para isso, não faltam, claro.
Em primeiro lugar, cada vez mais nossos arquivos são valiosos, e perde-los significa uma encrenca enorme. As histórias de horror que ouvimos quase que em base diária nos mostram cada vez mais a importância do TCR, isso é de “tirarmos o nosso da reta”, e pelo resultado da pesquisa da F-Secure é exatamente isso que estamos fazendo.
Outro motivo é o barateamento dos HDs externos. Hoje em dia, por R$200,00, mais ou menos, o usuário tem acesso a um HD externo de 500GB que pode ser conectado ao computador via USB. Ou seja: o preço é acessível, a capacidade é suficiente para fazer backup de todos os dados importantes de três ou quatro computadores de uma casa, e a conexão é instantânea, sem do dor de cabeça.
Por fim, o crescimento do acesso à banda larga e aos serviços de backup on-line também são grandes contribuidores para o aumento da prática do backup entre usuários. Serviços tais como o Drop Box e o próprio Drop Box F-Secure Backup On-Line facilitam a vida do usuário, que não precisa acoplar nenhum equipamento ao computador para fazer seu backup: basta uma conexão com a Internet, uma configuração inicial que demora menos de 10 minutos, e pronto.
Os bons resultados mostrados na pesquisa da F-Secure deixam uma pergunta importante no ar: se você, caro usuário, ainda não faz parte dos 86% que fazem backup regularmente, está esperando o quê?
Até a próxima.
Razões para isso, não faltam, claro.
Em primeiro lugar, cada vez mais nossos arquivos são valiosos, e perde-los significa uma encrenca enorme. As histórias de horror que ouvimos quase que em base diária nos mostram cada vez mais a importância do TCR, isso é de “tirarmos o nosso da reta”, e pelo resultado da pesquisa da F-Secure é exatamente isso que estamos fazendo.
Outro motivo é o barateamento dos HDs externos. Hoje em dia, por R$200,00, mais ou menos, o usuário tem acesso a um HD externo de 500GB que pode ser conectado ao computador via USB. Ou seja: o preço é acessível, a capacidade é suficiente para fazer backup de todos os dados importantes de três ou quatro computadores de uma casa, e a conexão é instantânea, sem do dor de cabeça.
Por fim, o crescimento do acesso à banda larga e aos serviços de backup on-line também são grandes contribuidores para o aumento da prática do backup entre usuários. Serviços tais como o Drop Box e o próprio Drop Box F-Secure Backup On-Line facilitam a vida do usuário, que não precisa acoplar nenhum equipamento ao computador para fazer seu backup: basta uma conexão com a Internet, uma configuração inicial que demora menos de 10 minutos, e pronto.
Os bons resultados mostrados na pesquisa da F-Secure deixam uma pergunta importante no ar: se você, caro usuário, ainda não faz parte dos 86% que fazem backup regularmente, está esperando o quê?
Até a próxima.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Nossos "apagões" em segurança
Segurança é uma questão importante, e todo mundo sabe disso. Mas será que realmente nos importamos o tempo todo com esse assunto? Ouça no artigo de hoje.
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Clique aqui para ler o artigo de Noa Bar-Yosef, no site da Security Week.
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Clique aqui para ler o artigo de Noa Bar-Yosef, no site da Security Week.
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Ontem li um artigo bastante interessante da especialista em segurança Noa Bar-Yosef, da empresa Imperva. No artigo, Bar-Yosef discute se os usuários domésticos realmente se preocupam com segurança, e chega a conclusões bastante interessantes. A autora menciona um estudo da Norton do fim de 2010, que mostra que mais de 50% dos usuários de serviços on-line se preocupam com sua segurança, um contingente 35% superior ao do ano anterior, o que mostra que cada vez mais gente pensa no assunto. Ainda assim, 65% dos usuários globais de serviços da Web relatam ter tido problemas de segurança, indo desde as infecções de vírus, até o roubo de credenciais e violações de contas bancarias. Em suma: apesar de a maioria de nós se preocupar, só essa preocupação não basta para nos manter seguros. Ainda existem muitas ocasiões em que deixamos nossas preocupações de lado, e é por isso que frequentemente entramos em fria.
Dois exemplos fornecidos por Bar-Yosef em seu artigo são emblemáticos. O primeiro diz respeito às senhas. Em uma reportagem recente do New York Times os resultados de uma pesquisa revelam que a senha mais comum em sites que requerem usuário e senha ainda é “123456” com o segundo lugar ficando com “12345”. Vinte anos atrás a situação era exatamente a mesma, e ainda que as ameaças tenham crescido em ordens de grandeza, ainda abusamos da sorte com senhas fracas. E não vá me dizer que a combinação do nome do seu filho com a data de aniversário dele é uma senha forte, porque não é. E não venha também me dizer que não vai trocar porque já está acostumado com essa senha, porque isso não é desculpa que se apresente.
O segundo ponto dado como exemplo são as aplicações que baixamos em nossos smartphone e em nossas redes sociais. Quando um usuário vai decidir se baixa ou não uma aplicação, sua primeira preocupação é se a dita cuja faz o que ele quer. A segunda preocupação é se a dita cuja é de fácil instalação e operação. E para por aí. Segurança? Que nada... Por essas e por outras a Google teve que matar mais de 50 aplicações maliciosas direto nos dispositivos Android de seus usuários: por mais que a empresa tenha avisado da safadeza, nem todos os usuários apagaram as aplicações prejudiciais.
Esses apagões mostram que ainda falta uma dose cavalar de maturidade dos usuários domésticos quanto à sua própria segurança. Esses apagões, se não dermos fim a eles, continuarão a nos colocar em risco, e continuarão a incentivar os bandidos a virem atrás de nossos valores. Estou confiante de que pelo menos os leitores e ouvintes do 5 Minutos de Segurança estejam eliminando esses apagões de suas vidas. Façam isso, amigos, senão vou desanimar de continuar com esse blog.
Até a próxima.
Dois exemplos fornecidos por Bar-Yosef em seu artigo são emblemáticos. O primeiro diz respeito às senhas. Em uma reportagem recente do New York Times os resultados de uma pesquisa revelam que a senha mais comum em sites que requerem usuário e senha ainda é “123456” com o segundo lugar ficando com “12345”. Vinte anos atrás a situação era exatamente a mesma, e ainda que as ameaças tenham crescido em ordens de grandeza, ainda abusamos da sorte com senhas fracas. E não vá me dizer que a combinação do nome do seu filho com a data de aniversário dele é uma senha forte, porque não é. E não venha também me dizer que não vai trocar porque já está acostumado com essa senha, porque isso não é desculpa que se apresente.
O segundo ponto dado como exemplo são as aplicações que baixamos em nossos smartphone e em nossas redes sociais. Quando um usuário vai decidir se baixa ou não uma aplicação, sua primeira preocupação é se a dita cuja faz o que ele quer. A segunda preocupação é se a dita cuja é de fácil instalação e operação. E para por aí. Segurança? Que nada... Por essas e por outras a Google teve que matar mais de 50 aplicações maliciosas direto nos dispositivos Android de seus usuários: por mais que a empresa tenha avisado da safadeza, nem todos os usuários apagaram as aplicações prejudiciais.
Esses apagões mostram que ainda falta uma dose cavalar de maturidade dos usuários domésticos quanto à sua própria segurança. Esses apagões, se não dermos fim a eles, continuarão a nos colocar em risco, e continuarão a incentivar os bandidos a virem atrás de nossos valores. Estou confiante de que pelo menos os leitores e ouvintes do 5 Minutos de Segurança estejam eliminando esses apagões de suas vidas. Façam isso, amigos, senão vou desanimar de continuar com esse blog.
Até a próxima.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
E se meu cartão de crédito foi roubado por um dos hackers da rede da Sony?
O que fazer se você está com medo que seu cartão de crédito foi comprometido na recente invasão da rede da Sony? Ouça no artigo de hoje.
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Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
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Clique aqui para baixar o artigo do site FileFreak em seu micro para poder carregá-lo em seu mp3-player.
Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
A ouvinte Gisele mandou a seguinte pergunta:
“Desde o natal sou usuária da rede da Sony, e na semana passada eu descobri que a rede foi invadida por hackers que roubaram cartões de créditos dos usuários da rede sem que a Sony diga o que a gente tem que fazer. Alguma dica?”
Bom, Gisele, em primeiro lugar, o que eu tenho a te dizer é: nada de pânico. Dados de dezenas de milhões de usuários foram roubados, e se o seu está no meio, você deve, sim, se preocupar, mas não há motivo para entrar em pânico.
Li vários relatos do problema, alguns falando em 77 milhões de usuários comprometidos, outros falando em até 100 milhões de usuários. Seja lá qual for o número, o problema parece ser grave, e os usuários estão certos de estarem preocupados. Os dados de cartão de crédito, se foram realmente comprometidos, podem servir para que os ciber-crimonosos produzam clones dos cartões, e com eles façam compras em nome dos usuários legítimos. É ou não é preocupante?
Bem, para evitar o prejuízo financeiro, o necessário é muita atenção, e um pouco de conhecimento sobre como funcionam os cartões de crédito.
A atenção a gente usa ao ficar “de butuca” na conta do cartão. Entre em contato com a operadora e avise que você era usuária cadastrada da rede da Sony, e que está com medo de que seu cartão seja usado indevidamente. Pergunte sobre a possibilidade de trocar o número do cartão, cancelando o que você tem hoje, o que vai resolver o problema. Não esqueça de anotar o número do protocolo dessa ligação e guarda-lo em lugar seguro. Se eles acharem que não é necessário, passe à monitorar seu cartão mais de perto pelas próximas semanas. Certamente tem um número de telefone para o qual você pode ligar gratuitamente e ficar sabendo das últimas transações e seus valores. Se, em algum momento nessa monitoração, você perceber que ocorreu alguma transação que não foi você quem fez, ligue novamente para o serviço de atendimento e avise da transação indevida. Use o protocolo da ligação anterior para mostrar que você já havia avisado sobre o problema, e peça o cancelamento da transação e a substituição imediata do cartão. Não acredito que eles vão negar o pedido diante de uma evidência, especialmente uma que você pode levar a um tribunal de pequenas causas, se por acaso eles encrencarem.
No mais, Gisele, saiba que a responsabilidade pelo ocorrido não foi sua: você e os milhões de outros usuários da rede não fizeram nada de errado. O erro aqui foi da Sony, que não protegeu adequadamente seus dados. Se de fato houve vazamento de números de cartão de crédito, o ônus deve cair sobre a Sony, e sua operadora de cartão de crédito sabe disso. Até por isso eles não deverão impor muitos problemas para substituir o seu.
Até a próxima.
“Desde o natal sou usuária da rede da Sony, e na semana passada eu descobri que a rede foi invadida por hackers que roubaram cartões de créditos dos usuários da rede sem que a Sony diga o que a gente tem que fazer. Alguma dica?”
Bom, Gisele, em primeiro lugar, o que eu tenho a te dizer é: nada de pânico. Dados de dezenas de milhões de usuários foram roubados, e se o seu está no meio, você deve, sim, se preocupar, mas não há motivo para entrar em pânico.
Li vários relatos do problema, alguns falando em 77 milhões de usuários comprometidos, outros falando em até 100 milhões de usuários. Seja lá qual for o número, o problema parece ser grave, e os usuários estão certos de estarem preocupados. Os dados de cartão de crédito, se foram realmente comprometidos, podem servir para que os ciber-crimonosos produzam clones dos cartões, e com eles façam compras em nome dos usuários legítimos. É ou não é preocupante?
Bem, para evitar o prejuízo financeiro, o necessário é muita atenção, e um pouco de conhecimento sobre como funcionam os cartões de crédito.
A atenção a gente usa ao ficar “de butuca” na conta do cartão. Entre em contato com a operadora e avise que você era usuária cadastrada da rede da Sony, e que está com medo de que seu cartão seja usado indevidamente. Pergunte sobre a possibilidade de trocar o número do cartão, cancelando o que você tem hoje, o que vai resolver o problema. Não esqueça de anotar o número do protocolo dessa ligação e guarda-lo em lugar seguro. Se eles acharem que não é necessário, passe à monitorar seu cartão mais de perto pelas próximas semanas. Certamente tem um número de telefone para o qual você pode ligar gratuitamente e ficar sabendo das últimas transações e seus valores. Se, em algum momento nessa monitoração, você perceber que ocorreu alguma transação que não foi você quem fez, ligue novamente para o serviço de atendimento e avise da transação indevida. Use o protocolo da ligação anterior para mostrar que você já havia avisado sobre o problema, e peça o cancelamento da transação e a substituição imediata do cartão. Não acredito que eles vão negar o pedido diante de uma evidência, especialmente uma que você pode levar a um tribunal de pequenas causas, se por acaso eles encrencarem.
No mais, Gisele, saiba que a responsabilidade pelo ocorrido não foi sua: você e os milhões de outros usuários da rede não fizeram nada de errado. O erro aqui foi da Sony, que não protegeu adequadamente seus dados. Se de fato houve vazamento de números de cartão de crédito, o ônus deve cair sobre a Sony, e sua operadora de cartão de crédito sabe disso. Até por isso eles não deverão impor muitos problemas para substituir o seu.
Até a próxima.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Comparativo de Antivírus 2011
Pensando em trocar de antivírus? Desconfiando da efetividade da solução que você adotou? Quer ver como anda a qualidade das várias soluções de mercado? Ouça o artigo de hoje.
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Clique aqui para baixar o artigo do site FileFreak em seu micro para poder carregá-lo em seu mp3-player.
Clique aqui para acessar o relatório semestral da AV-Comparatives (PDF).
Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
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Clique aqui para acessar o relatório semestral da AV-Comparatives (PDF).
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A AV-Comparatives, instituição independente que executa testes periódicos em soluções de antimalware publicou recentemente os resultados do teste semestral das soluções de mercado com relação à efetividade das varreduras sob demanda, isto é, iniciadas pelo usuário.
O teste foi realizado com um conjunto de 400.000 códigos maliciosos ativos, sendo que 79,2% desses códigos eram cavalos de troia; 10,6% eram backdoors e bots; 5,8% eram worms; e os restante 4,4% eram outros tipos de vírus e códigos maliciosos. Essas percentagens foram usadas por representarem o que encontramos no mundo real, claro.
Os testes foram realizados levando em conta 3 quesitos: percentual de códigos maliciosos detectados, percentual de falsos positivos e velocidade de varredura. Vejamos alguns dos resultados:
No quesito percentual de códigos maliciosos detectados o grande vencedor foi o G-Data, com 99,8% dos códigos maliciosos detectados, seguido de perto peloTrustport, com 99,2%, e pelo Avast, com 98,4%.
O quesito do percentual de falsos positivos mais ou menos inverte a tabela, pois quem é mais efetivo em detectar códigos maliciosos tende a jogar alguns arquivos legítimos no mesmo saco, o que também é um problema. A razão para isso ser um problema é simples: acarreta perda de produtividade. Imagine você procurar um arquivo importante em seu disco e não encontrar, pois o mesmo foi posto em quarentena porque seu antivírus pensou — erroneamente — que ele estava infectado. Nesse quesito a solução da McAfee foi a campeã absoluta, com zero falsos positivos, e a solução da Microsoft ficou em segundo lugar, com apenas um falso positivo.
O último quesito, medindo a velocidade de varredura mostrou que poucas são as soluções disponíveis hoje em dia que não atendem à demanda do usuário por velocidade. O Avast foi o campeão nessa categoria, varrendo mais de 16,3 mega-bytes por segundo, um resultado 20% superior ao segundo colocado, o Panda. Ainda assim, soluções com capacidade de varredura superior a 8 mega-bytes por segundo tendem a não ser percebidas como lentas.
Os resultados globais dos testes categorizam as soluções testadas em 4 grupos: Advanced+, Advanced, Standard e Tested. Eu recomendo apenas as soluções que sejam Advanced+, por agregarem o que há de melhor nas soluções. O próprio teste, contudo, avisa que se o usuário não se incomoda em espera, nem liga para falsos positivos, o melhor em termos de detecção são os vencedores do primeiro quesito.
As soluções Advanced+ dessa rodada do teste da AV-Comparatives são 7: Trustport, F-Secure, Bitdefender, AVIRA, eScan, Kaspersky e McAfee. Qualquer uma dessas soluções combinam que há de melhor em soluções de antimalware. O relatório completo tem muitas outras informações interessantes, e vale a pena para quem está pensando em adotar uma solução nova de antivírus.
Até a próxima.
O teste foi realizado com um conjunto de 400.000 códigos maliciosos ativos, sendo que 79,2% desses códigos eram cavalos de troia; 10,6% eram backdoors e bots; 5,8% eram worms; e os restante 4,4% eram outros tipos de vírus e códigos maliciosos. Essas percentagens foram usadas por representarem o que encontramos no mundo real, claro.
Os testes foram realizados levando em conta 3 quesitos: percentual de códigos maliciosos detectados, percentual de falsos positivos e velocidade de varredura. Vejamos alguns dos resultados:
No quesito percentual de códigos maliciosos detectados o grande vencedor foi o G-Data, com 99,8% dos códigos maliciosos detectados, seguido de perto peloTrustport, com 99,2%, e pelo Avast, com 98,4%.
O quesito do percentual de falsos positivos mais ou menos inverte a tabela, pois quem é mais efetivo em detectar códigos maliciosos tende a jogar alguns arquivos legítimos no mesmo saco, o que também é um problema. A razão para isso ser um problema é simples: acarreta perda de produtividade. Imagine você procurar um arquivo importante em seu disco e não encontrar, pois o mesmo foi posto em quarentena porque seu antivírus pensou — erroneamente — que ele estava infectado. Nesse quesito a solução da McAfee foi a campeã absoluta, com zero falsos positivos, e a solução da Microsoft ficou em segundo lugar, com apenas um falso positivo.
O último quesito, medindo a velocidade de varredura mostrou que poucas são as soluções disponíveis hoje em dia que não atendem à demanda do usuário por velocidade. O Avast foi o campeão nessa categoria, varrendo mais de 16,3 mega-bytes por segundo, um resultado 20% superior ao segundo colocado, o Panda. Ainda assim, soluções com capacidade de varredura superior a 8 mega-bytes por segundo tendem a não ser percebidas como lentas.
Os resultados globais dos testes categorizam as soluções testadas em 4 grupos: Advanced+, Advanced, Standard e Tested. Eu recomendo apenas as soluções que sejam Advanced+, por agregarem o que há de melhor nas soluções. O próprio teste, contudo, avisa que se o usuário não se incomoda em espera, nem liga para falsos positivos, o melhor em termos de detecção são os vencedores do primeiro quesito.
As soluções Advanced+ dessa rodada do teste da AV-Comparatives são 7: Trustport, F-Secure, Bitdefender, AVIRA, eScan, Kaspersky e McAfee. Qualquer uma dessas soluções combinam que há de melhor em soluções de antimalware. O relatório completo tem muitas outras informações interessantes, e vale a pena para quem está pensando em adotar uma solução nova de antivírus.
Até a próxima.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Antes de clicar naquele link "quente"do Osama Bin Laden...
...que promete fotos e "furos" sobre a operação que levou à sua morte, veja se as mesmas informações estão disponíveis na CNN, no UOL, no Terra, no Yahoo! e em outros portais confiáveis de notícia.
O que não vai faltar é ataque querendo explorar a curiosidade de todos nós quanto a esse assunto.
O que não vai faltar é ataque querendo explorar a curiosidade de todos nós quanto a esse assunto.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Mais sobre segurança em smartphones
Cada vez mais os smartphones são alvo de ataques. Você já está tomando medidas para se prevenir? Ouça no artigo de hoje.
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Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
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Já falei um pouco sobre segurança em smartphones, mas pela quantidade de novos ataques sobre os quais tenho lido, e principalmente porque estes aparelhos estão cada vez mais acessíveis e por consequência são cada vez mais adotados por usuários domésticos e corporativos, penso que seja hora de tratar mais uma vez sobre o assunto. Até porque o risco de invasão de hacker, perda do aparelho ou perda de dados é bem mais real do que o sensacionalismo da semana passada sobre dados de localização geográfica em iPhones e aparelhos rodando o Android.
Não há como encarar seu smartphone de outra forma: ele é um computador de bolso, e como tal, deve ser encarado do mesmo jeito, sob o ponto de vista de segurança. Os dados devem ser protegidos e sua interação com o aparelho e com a Internet através dele devem ser realizados com cuidado, sem “bobeiras”, sem negligência.
Quando digo isso em público, sempre alguém menciona que no caso dos smartphones o problema é menor porque nunca vai haver códigos maliciosos nessas plataformas como há em sistemas operacionais Windows para desktops e notebooks. Eu sempre respondo com a seguinte pergunta: “você mora em uma mansão em um dos bairros mais chiques da cidade, ou numa residência de classe média, sem muitas coisas de valor em casa?” Na vasta maioria dos casos, a pessoa é de classe média, ao que eu replico: “e mesmo assim você tranca suas portas e janelas, além de ter seguro do carro, não é verdade?”
Nesse sentido, independente de os smartphones serem hoje alvo preferencial ou não, o fato é que já são alvo de ataques, e se tornarão mais apetitosos aos bandidos com maior velocidade daqui para frente, à medida que mais de nós os adotarmos e neles colocarmos nossas informações.
E para manter-nos seguros em nossos smartphones, o que fazer?
Bem, basta lembrar das ações que já nos são conhecidas com relação aos nossos computadores. A primeira delas é uma atitude voltada à segurança. Pensar antes de agir e perguntar quais as consequências para nossa segurança das ações que tomamos no smartphone. “Essa aplicação parece bem legal, mas quem a está disponibilizando?” é uma pergunta muito útil, e simboliza a atitude que deve permear 100% do tempo que estivermos usando o smartphone. Perguntas semelhantes devem ser feitas sobre a confiabilidade dos locais onde estivermos navegando, dos links que estivermos clicando e dos e-mails aos quais estivermos respondendo.
A atualização de software é outro ponto importantíssimo nos smartphones, da mesma forma que em nossos computadores. Tanto o sistema operacional quanto os aplicativos que baixamos devem ser atualizados constantemente, pois essas atualizações visam corrigir vulnerabilidades encontradas ao longo do tempo. Nesse quesito é bom lembrar que os principais incidentes globais de segurança ao longo da história da Internet foram causados por vulnerabilidades cujas correções já estavam disponíveis havia meses, mas poucos foram os que aplicaram essas correções.
Adote uma solução de segurança, mantenha-a atualizada, mas não esqueça do assunto depois de instalá-la. Já há soluções de anti-malware e proteção contra invasões para vários dos principais sistemas operacionais de smartphone, e esta é a melhor hora para adotar uma delas, já que os ataques ainda estão em baixa. Bem melhor colocar uma fechadura mais “parruda” na casa antes do que depois de uma invasão, não é mesmo? E depois de adotarmos uma solução, não podemos nos esquecer de manter a cabeça ligada na segurança. A ferramenta ajuda, mas quem tem que fazer a parte mais importante do trabalho somos nós, os usuários.
Por fim, o ponto em que os smartphones diferem dos nossos computadores é a questão do tamanho, o que os torna mais portáveis, mas gera outro problema: tirar o olho deles pode significar não conseguir vê-los nunca mais. Em outras palavras: todo cuidado com a segurança física de seu smartphone é pouco. E como 100% de segurança física não existe, não se esqueça de proteger seu smartphone com senha e ativar mecanismos de localização, para o caso de ele ir parar nas mãos erradas.
Até a próxima.
Não há como encarar seu smartphone de outra forma: ele é um computador de bolso, e como tal, deve ser encarado do mesmo jeito, sob o ponto de vista de segurança. Os dados devem ser protegidos e sua interação com o aparelho e com a Internet através dele devem ser realizados com cuidado, sem “bobeiras”, sem negligência.
Quando digo isso em público, sempre alguém menciona que no caso dos smartphones o problema é menor porque nunca vai haver códigos maliciosos nessas plataformas como há em sistemas operacionais Windows para desktops e notebooks. Eu sempre respondo com a seguinte pergunta: “você mora em uma mansão em um dos bairros mais chiques da cidade, ou numa residência de classe média, sem muitas coisas de valor em casa?” Na vasta maioria dos casos, a pessoa é de classe média, ao que eu replico: “e mesmo assim você tranca suas portas e janelas, além de ter seguro do carro, não é verdade?”
Nesse sentido, independente de os smartphones serem hoje alvo preferencial ou não, o fato é que já são alvo de ataques, e se tornarão mais apetitosos aos bandidos com maior velocidade daqui para frente, à medida que mais de nós os adotarmos e neles colocarmos nossas informações.
E para manter-nos seguros em nossos smartphones, o que fazer?
Bem, basta lembrar das ações que já nos são conhecidas com relação aos nossos computadores. A primeira delas é uma atitude voltada à segurança. Pensar antes de agir e perguntar quais as consequências para nossa segurança das ações que tomamos no smartphone. “Essa aplicação parece bem legal, mas quem a está disponibilizando?” é uma pergunta muito útil, e simboliza a atitude que deve permear 100% do tempo que estivermos usando o smartphone. Perguntas semelhantes devem ser feitas sobre a confiabilidade dos locais onde estivermos navegando, dos links que estivermos clicando e dos e-mails aos quais estivermos respondendo.
A atualização de software é outro ponto importantíssimo nos smartphones, da mesma forma que em nossos computadores. Tanto o sistema operacional quanto os aplicativos que baixamos devem ser atualizados constantemente, pois essas atualizações visam corrigir vulnerabilidades encontradas ao longo do tempo. Nesse quesito é bom lembrar que os principais incidentes globais de segurança ao longo da história da Internet foram causados por vulnerabilidades cujas correções já estavam disponíveis havia meses, mas poucos foram os que aplicaram essas correções.
Adote uma solução de segurança, mantenha-a atualizada, mas não esqueça do assunto depois de instalá-la. Já há soluções de anti-malware e proteção contra invasões para vários dos principais sistemas operacionais de smartphone, e esta é a melhor hora para adotar uma delas, já que os ataques ainda estão em baixa. Bem melhor colocar uma fechadura mais “parruda” na casa antes do que depois de uma invasão, não é mesmo? E depois de adotarmos uma solução, não podemos nos esquecer de manter a cabeça ligada na segurança. A ferramenta ajuda, mas quem tem que fazer a parte mais importante do trabalho somos nós, os usuários.
Por fim, o ponto em que os smartphones diferem dos nossos computadores é a questão do tamanho, o que os torna mais portáveis, mas gera outro problema: tirar o olho deles pode significar não conseguir vê-los nunca mais. Em outras palavras: todo cuidado com a segurança física de seu smartphone é pouco. E como 100% de segurança física não existe, não se esqueça de proteger seu smartphone com senha e ativar mecanismos de localização, para o caso de ele ir parar nas mãos erradas.
Até a próxima.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Seu iPhone sabe por onde você esteve
O iPhone armazena informações de localização do usuário. Isso é um problema? Ouça no artigo de hoje.
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Clique aqui para baixar o artigo do site FileFreak em seu micro para poder carregá-lo em seu mp3-player.
Clique aqui para ler um artigo que saiu em O Globo falando sobre o problema de armazenagem dos iPhone e a resposta da Apple.
Clique aqui para ler um artigo de Glev Savov, do Engadget, sobre o problema de armazenagem de dados do iPhone.
Clique aqui para ler um artigo do Ars Technica sobre a armazenagem de dados no Android.
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Clique aqui para ler um artigo que saiu em O Globo falando sobre o problema de armazenagem dos iPhone e a resposta da Apple.
Clique aqui para ler um artigo de Glev Savov, do Engadget, sobre o problema de armazenagem de dados do iPhone.
Clique aqui para ler um artigo do Ars Technica sobre a armazenagem de dados no Android.
Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
Um ouvinte que pede para não ser identificado pergunta:
“Tenho um iPhone 4 e nunca gostei tanto de um aparelho celular como gosto dele. Um show em todos os aspectos. Agora ando lendo que a Apple armazena informações de localização da gente. Isso não é uma invasão de privacidade? Será que vou ter que trocar meu querido iPhone por isso? Não quero que fiquem sabendo por onde eu ando.”
A questão que você relata veio à tona há uma semana, com dois pesquisadores britânicos publicando os resultados de uma pesquisa sobre o iPhone. Há um arquivo armazenado em todo iPhone chamado “Consolidated.db” (onde o “db” quer dizer “base de dados”) que guarda o dia e a hora em que seu iPhone estava em determinada localização geográfica. Isso é possível com base na localização da torre de celular e no hotspot de Wi-Fi de que você se aproxima.
O que espanta na questão toda é que essa base de dados armazena dados de localização por até um ano, segundo os relatos, o que significa que se alguém se apossar de seu iPhone pode consultar onde você estava naquela tarde de terça-feira em que disse ao seu chefe que foi embora porque estava passando mal. O cara iria mesmo passar mal se pudesse ser constatado que ao invés de ir para casa, o ele foi ao cinema, não é mesmo?
Ontem a Apple veio a público e explicou que os dados são armazenados no aparelho, e nunca são transmitidos para a empresa ou para qualquer outro lugar, e que só são usados por aplicativos (todos escrutinizados e aprovados pela própria Apple, lembre-se bem) para oferecer serviços ao usuário dependendo de onde este se encontre no momento. O armazenamento de um ano de dados foi atribuído a um erro de programação, e será corrigido em breve, reduzindo esse tempo para sete dias.
Se você pensa em vender seu iPhone e comprar outro smartphone por causa disso, caro leitor anônimo, sugiro que não opte por smartphones com o sistema operacional Android, do Google, pois estes fazem a mesma coisa, segundo um artigo de Chris Foresman, do site Ars Technica.
Esse tipo de localização não é nada novo, e já era possível para as operadoras de celular até mesmo lá na longínqua década de 90, quando o serviço ganhou o mundo. A razão pela qual os sequestradores preferem os telefones públicos para se comunicarem com as famílias dos sequestrados é exatamente essa, aliás. Ao se fazer uma chamada de um celular, da para dizer onde a pessoa se encontra com boa precisão, ao contrário do que dizem os filmes em que nunca dá para completar o rastreamento antes do bandido desligar o telefone. Balela pura.
Noves fora, se confiamos há tanto tempo que as operadoras de celular não vão usar nossas informações de localização contra nós, não vejo porque o alarde contra a Apple e contra o Google por essa armazenagem de informações.
Peço desculpas pelo atraso no artigo de hoje. Estou de cama, com uma gripe de lascar, como minha voz atesta.
Até a próxima.
“Tenho um iPhone 4 e nunca gostei tanto de um aparelho celular como gosto dele. Um show em todos os aspectos. Agora ando lendo que a Apple armazena informações de localização da gente. Isso não é uma invasão de privacidade? Será que vou ter que trocar meu querido iPhone por isso? Não quero que fiquem sabendo por onde eu ando.”
A questão que você relata veio à tona há uma semana, com dois pesquisadores britânicos publicando os resultados de uma pesquisa sobre o iPhone. Há um arquivo armazenado em todo iPhone chamado “Consolidated.db” (onde o “db” quer dizer “base de dados”) que guarda o dia e a hora em que seu iPhone estava em determinada localização geográfica. Isso é possível com base na localização da torre de celular e no hotspot de Wi-Fi de que você se aproxima.
O que espanta na questão toda é que essa base de dados armazena dados de localização por até um ano, segundo os relatos, o que significa que se alguém se apossar de seu iPhone pode consultar onde você estava naquela tarde de terça-feira em que disse ao seu chefe que foi embora porque estava passando mal. O cara iria mesmo passar mal se pudesse ser constatado que ao invés de ir para casa, o ele foi ao cinema, não é mesmo?
Ontem a Apple veio a público e explicou que os dados são armazenados no aparelho, e nunca são transmitidos para a empresa ou para qualquer outro lugar, e que só são usados por aplicativos (todos escrutinizados e aprovados pela própria Apple, lembre-se bem) para oferecer serviços ao usuário dependendo de onde este se encontre no momento. O armazenamento de um ano de dados foi atribuído a um erro de programação, e será corrigido em breve, reduzindo esse tempo para sete dias.
Se você pensa em vender seu iPhone e comprar outro smartphone por causa disso, caro leitor anônimo, sugiro que não opte por smartphones com o sistema operacional Android, do Google, pois estes fazem a mesma coisa, segundo um artigo de Chris Foresman, do site Ars Technica.
Esse tipo de localização não é nada novo, e já era possível para as operadoras de celular até mesmo lá na longínqua década de 90, quando o serviço ganhou o mundo. A razão pela qual os sequestradores preferem os telefones públicos para se comunicarem com as famílias dos sequestrados é exatamente essa, aliás. Ao se fazer uma chamada de um celular, da para dizer onde a pessoa se encontra com boa precisão, ao contrário do que dizem os filmes em que nunca dá para completar o rastreamento antes do bandido desligar o telefone. Balela pura.
Noves fora, se confiamos há tanto tempo que as operadoras de celular não vão usar nossas informações de localização contra nós, não vejo porque o alarde contra a Apple e contra o Google por essa armazenagem de informações.
Peço desculpas pelo atraso no artigo de hoje. Estou de cama, com uma gripe de lascar, como minha voz atesta.
Até a próxima.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Melhores práticas de segurança na conta Google
Algumas dicas sobre como manter segura sua conta no Google.
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Clique aqui para baixar o artigo do site FileFreak em seu micro para poder carregá-lo em seu mp3-player.
Clique aqui para ler o artigo de Rick Klau sobre melhores práticas de segurança na conta do Google.
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Clique aqui para ler o artigo de Rick Klau sobre melhores práticas de segurança na conta do Google.
Para ler esse artigo, clique no botão abaixo.
Várias são as razões para que o usuário tenha uma conta no Google: o Gmail é a terceira plataforma de Webmail mais utilizada no mundo, com 193 milhões de usuários (contra 364 milhões do Hotmail e 280 milhões do Yahoomail), o YouTube cresce na base de 35 horas de vídeos novos sendo armazenadas a cada minuto, o Google Docs provê armazenamento seguro, acessível de qualquer lugar para documentos, e por aí vai.
Com o crescimento das facilidades, cresce o valor das informações armazenadas, e cresce também o olho dos bandidos em cima de nossos dados, claro. Pensando nisso o especialista Rick Klau, funcionário do Google atualmente alocado no YouTube, publicou um conjunto interessante de melhores práticas de segurança voltado para quem tem conta no Google.
A primeira dica é a mais óbvia: use uma senha forte e única para se logar no Google. Já ensinei aqui no 5 Minutos de Segurança como fazer senhas fortes, e para quem ainda não sabe como, recomendo a leitura do artigo.
Klau dá sequência ensinando os usuários sobre como recuperar acesso à conta em caso de esquecimento da senha. A opção de recuperação via um código em uma mensagem SMS é bem útil, e eu recomendo. Recomendo também que o celular do usuário seja protegido por senha, como sugere o autor.
A terceira dica é a proteção da conta do Google através da autenticação forte. Trata-se de um passo além da senha, através do qual o usuário recebe um código via SMS toda vez que tenta se logar. Também já falei sobre esse assunto, e recomendo a leitura do artigo.
O artigo de Klau ainda dá várias outras dicas valiosas sobre como devemos manter nossas contas no Google seguras. Recomendo fortemente a leitura do mesmo e a adoção das medidas lá sugeridas.
Nos dias de hoje, com tantos ciber-criminosos olhando com mais vontade para nossos dados, nada melhor que um profissional de dentro do próprio Google nos ensinando — e de graça! — como como melhorar nossa segurança, não é verdade?
Até a próxima.
Com o crescimento das facilidades, cresce o valor das informações armazenadas, e cresce também o olho dos bandidos em cima de nossos dados, claro. Pensando nisso o especialista Rick Klau, funcionário do Google atualmente alocado no YouTube, publicou um conjunto interessante de melhores práticas de segurança voltado para quem tem conta no Google.
A primeira dica é a mais óbvia: use uma senha forte e única para se logar no Google. Já ensinei aqui no 5 Minutos de Segurança como fazer senhas fortes, e para quem ainda não sabe como, recomendo a leitura do artigo.
Klau dá sequência ensinando os usuários sobre como recuperar acesso à conta em caso de esquecimento da senha. A opção de recuperação via um código em uma mensagem SMS é bem útil, e eu recomendo. Recomendo também que o celular do usuário seja protegido por senha, como sugere o autor.
A terceira dica é a proteção da conta do Google através da autenticação forte. Trata-se de um passo além da senha, através do qual o usuário recebe um código via SMS toda vez que tenta se logar. Também já falei sobre esse assunto, e recomendo a leitura do artigo.
O artigo de Klau ainda dá várias outras dicas valiosas sobre como devemos manter nossas contas no Google seguras. Recomendo fortemente a leitura do mesmo e a adoção das medidas lá sugeridas.
Nos dias de hoje, com tantos ciber-criminosos olhando com mais vontade para nossos dados, nada melhor que um profissional de dentro do próprio Google nos ensinando — e de graça! — como como melhorar nossa segurança, não é verdade?
Até a próxima.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Respeite meu endereço de e-mail
Ao reenviar mensagens recebidas, não entregue de bandeja os e-mails dos recipientes para algum bandido de plantão.
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Essa semana, pela enésima vez, aliás, recebi uma mensagem dessas que avisam sobre golpes aplicados por ladrões no trânsito. O golpe descrito é antigo, e ocorre quando um dos ladrões emparelha com seu automóvel no farol, abaixa o vidro e te avisa que o pneu está furado. Se você encosta, esse ladrão e mais outro esperando logo ali na frente te abordam e te assaltam.
Avisos assim podem até ser úteis aos menos antenados, mas a forma com que esse chegou até mim dá arrepios. Nos vários cabeçalhos de reenvio, ali estampados, centenas de endereços de e-mail, visíveis para quem quiser copiá-los, e entre eles, o meu e-mail de trabalho.
Como se já não bastasse receber conteúdo totalmente desvinculado do trabalho em uma conta que em teoria só deveria servir para isso, ainda vejo que os vários emissores da mensagem não se preocuparam com a privacidade dos destinatários. Mensagens assim certamente vão parar nas mãos de quem não vai tratar os endereços ali estampados com sequer um mínimo de respeito. Aliás, em meu caso já tive que criar mais um filtro de spam, e desconfio seriamente que o motivo seja exatamente esse.
A dica aqui é simples e primária: você vai enviar uma mensagem para um grande número de pessoas? Coloque todos os endereços no campo “BCC”, ou seja, em cópia oculta, pois isso impede que os receptores vejam para quem mais a mensagem foi enviada. O melhor mesmo é ter mais critério na hora de enviar mensagens para muita gente, evitando ao máximo fazer isso. Mas se não tiver jeito, devemos pelo menos prezar pela privacidade de nossos conhecidos. E se recebermos uma mensagem com endereços explícitos? Devemos apaga-los antes de passar a mensagem para frente, claro.
Esse é um cuidado simples. Trivial até. Não dá trabalho, e não toma tempo. E mais: não é nada difícil de ensinar para quem tem menos traquejo do que nós com “esse tal de e-mail”.
Até a próxima.
Avisos assim podem até ser úteis aos menos antenados, mas a forma com que esse chegou até mim dá arrepios. Nos vários cabeçalhos de reenvio, ali estampados, centenas de endereços de e-mail, visíveis para quem quiser copiá-los, e entre eles, o meu e-mail de trabalho.
Como se já não bastasse receber conteúdo totalmente desvinculado do trabalho em uma conta que em teoria só deveria servir para isso, ainda vejo que os vários emissores da mensagem não se preocuparam com a privacidade dos destinatários. Mensagens assim certamente vão parar nas mãos de quem não vai tratar os endereços ali estampados com sequer um mínimo de respeito. Aliás, em meu caso já tive que criar mais um filtro de spam, e desconfio seriamente que o motivo seja exatamente esse.
A dica aqui é simples e primária: você vai enviar uma mensagem para um grande número de pessoas? Coloque todos os endereços no campo “BCC”, ou seja, em cópia oculta, pois isso impede que os receptores vejam para quem mais a mensagem foi enviada. O melhor mesmo é ter mais critério na hora de enviar mensagens para muita gente, evitando ao máximo fazer isso. Mas se não tiver jeito, devemos pelo menos prezar pela privacidade de nossos conhecidos. E se recebermos uma mensagem com endereços explícitos? Devemos apaga-los antes de passar a mensagem para frente, claro.
Esse é um cuidado simples. Trivial até. Não dá trabalho, e não toma tempo. E mais: não é nada difícil de ensinar para quem tem menos traquejo do que nós com “esse tal de e-mail”.
Até a próxima.
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